FAQ


FAQs Gerais

Polímeros, o que são?

Os polímeros (“poli” = muitos + “Meros” = partes) são macromoléculas resultantes da união de várias unidades de moléculas estruturais de pequena dimensão, denominadas por monómeros. 


Os polímeros podem ser classificados em naturais ou sintéticos. Os naturais são comuns em plantas (borracha, celulose, amido, etc.) e animais (glicogénio, proteínas, etc.). Os sintéticos, tais como os plásticos, são obtidos pelo homem através de reações químicas.Todos os plásticos são polímeros. 


Os polímeros resultam do processo de polimerização dos monómeros, do qual podem resultar homopolímeros ou copolímeros. 


Os homopolímeros são os polímeros obtidos a partir da união de monómeros iguais. Exemplos: Polietileno (PE), Poliestireno (PS), Polipropileno (PP) e o Policloreto de Vinilo (PVC). 


Os copolímeros são obtidos através de monómeros diferentes. Exemplo: ABS.

Plásticos, o que são?

O termo plásticos é comumente usado para descrever uma ampla gama de materiais sintéticos ou semissintéticos usados num sem número de aplicações. 


A palavra “plástico” deriva do adjetivo grego plastikos que significa “moldáveis”. Esta propriedade de maleabilidade ou plasticidade permite-lhe que seja fundido, prensado ou extrudido, adaptando-se às mais diversas formas - como filmes, fibras, placas, tubos, garrafas, caixas entre outros. 


Os plásticos são materiais constituídos por longas cadeias de moléculas chamadas “polímeros”, formados a partir de unidades estruturais menores - os monómeros (moléculas de baixa massa molecular). Os plásticos são materiais orgânicos. As matérias-primas utilizadas da produção de plásticos são produtos naturais, como a celulose, o carvão, o gás natural, o sal e obviamente o petróleo.

Como se produzem e classificam os Plásticos?

Os dois principais processos utilizados para a produção de plásticos são denominados como polimerização e policondensação. 


Num reator de polimerização, os monómeros (como são exemplo o etileno e o propileno) são unidos de modo a formar longas cadeias poliméricas. Cada polímero tem as suas próprias propriedades, estruturas e tamanhos. Em relação às suas propriedades físicas os plásticos podem ser divididos em dois grupos:


• Termoendurecíveis ou termofixos: ganham a forma de produtos rígidos por ação do calor e de reações químicas e não são suscetíveis de serem moldados novamente por ação do calor. (Exemplos: Baquelite, Poliuretano (PU), Resinas insaturadas de poliéster (UP), Resinas fenólicas, resinas epóxi, etc.)

• Termoplásticos: amolecem quando aquecidos e endurecem de novo quando arrefecem, o que permite moldá-los sucessivas vezes. Mais de 80% dos plásticos vulgarmente utilizados são deste tipo. (Exemplos: Policarbonato (PC), Policloreto de vinilo (PVC), Poliestireno (PS), Polietileno (PE), Polipropileno (PP), Politereftalato de etileno (PET), entre outros.

Quais as principais características dos Plásticos?

Possuidores de excelentes propriedades, os plásticos são materiais extremamente versáteis. 


Esta versatilidade é visível nas mais diversas aplicações, podendo assumir a forma rígida ou flexível, transparente, translúcida ou opaca (as possibilidades são praticamente infinitas), em que as suas principais características são:


• A sua leveza, devido à sua densidade relativamente baixa 

• Elevada flexibilidade e resistência ao impacto 

• São higiénicos e assépticos, ideais para a utilização em embalagens, em particular na área alimentar 

• Baixa Temperatura de Processamento 

• Isolamento térmico, permitindo diminuir substancialmente as perdas energéticas, possibilitando a obtenção de ganhos ao nível da redução dos gastos de energia 

• Isolamento elétrico 

• São resistentes à corrosão, tornando-os duráveis e adequados para uso em ambientes agressivos, requerendo ainda um menor nível de manutenção quando comparado com qualquer outro material tradicional 

• Recicláveis 

• Podem ser concebidos para ter uma durabilidade limitada (plásticos biodegradáveis) 

• Entre tantas outras características

Em que aplicações são utilizados os plásticos?

Fruto das suas propriedades e características, os plásticos têm vindo a ter expressividade nas seguintes áreas de aplicação:


• Embalagem 

• Construção Civil 

• Mobilidade e transporte 

• Elétrica e Eletrónica 

• Agricultura 

• Desporto e lazer 

• Energia 

• Cuidados de Saúde 

• Brinquedos 

• Calçado 

• Mobiliário 

• Decoração 

• Vestuário

• Telecomunicações 

• Entre outras


FAQ sustentabilidade e Economia Circular

Os plásticos são passíveis de valorização?

Os plásticos, quando se transformam em resíduos, podem ser valorizados, de forma a poderem vir a ser novamente úteis. Esta valorização pode acontecer sob a forma de processos de reciclagem ou de recuperação energética. 


Existem dois tipos principais de reciclagem:


Reciclagem Mecânica 

A reciclagem mecânica de plásticos é um processo bastante difundido. A qualidade do produto final, porém, está bastante condicionada pela qualidade dos resíduos a reciclar, em particular os de origem urbana / doméstica. 

Genericamente, os resíduos plásticos ao serem reciclados mecanicamente, passam por um conjunto de etapas como sejam a trituração, lavagem, secagem, aglomeração, extrusão e granulação. O material resultante (reciclados) é posteriormente incorporado na fabricação de novos produtos.


Reciclagem química 

A reciclagem química é o processo pelo qual as grandes cadeias poliméricas são "partidas". Através desta técnica podem produzir-se outros produtos químicos, como o gás de síntese, para fazer novos polímeros iguais ao polímero original (feedstock recycling) ou mesmo novos plásticos que podem ser ou não iguais ao original. 

A reciclagem química permite, nalguns processos, uma separação por tipos de plástico menos rigorosa. Porém, e até hoje, os processos de reciclagem química encontram-se ainda numa fase de investigação e desenvolvimento, pelo que se espera no futuro a existência de várias unidades a operar.


Valorização energética 

Para além da reciclagem e quando já não existe outra forma de valorização possível, os resíduos plásticos podem ainda ser valorizados energeticamente. Neste caso, os resíduos sofrem um processo de incineração em condições controladas e em instalações próprias – incineradoras -, sendo produzida energia que pode ser utilizada, p.e. rede pública. Atualmente, a tecnologia utilizada na construção deste tipo de instalações permite que sejam asseguradas emissões em conformidade com a legislação ambiental mais exigente. 

Depois de esgotadas todas as hipóteses anteriormente referidas para valorizar os resíduos e não existindo mais alternativas disponíveis, estes serão depositados em aterros sanitários, o que, obviamente, não aporta nenhum valor, pelo que é um destino a ser evitado ou, pelo menos, minimizado.

Porque devo separar os resíduos (embalagens) de plástico?

Ao separar corretamente os resíduos de embalagens de plástico e ao colocá-los nos equipamentos de recolha seletiva disponíveis (ecoponto amarelo ou noutro equipamento de deposição seletiva) terá a garantia de que os mesmos serão encaminhados para reciclagem e incorporados num novo produto, contribuindo deste modo para que se evite a deposição em aterro, para que se consumam menores quantidades de matérias-primas virgens na produção de determinados objetos e para que se maximize a rentabilidade económica da gestão de resíduos contribuindo assim, para um ambiente mais sustentável, ao mesmo tempo que se promove a economia circular.

Serão os pellets de plástico a principal fonte de Microplásticos no ambiente?

Ao contrário do que muitas vezes é veiculado na opinião pública, as principais fontes de microplásticos nos ambientes marinhos são as fibras têxteis e as partículas de borracha dos pneus dos automóveis, representando 35% e 28%, respectivamente. Os pellets de plástico contribuem apenas com 0,3% para este problema, conforme ilustra a figura seguinte:





Quais as principais fontes da poluição de plásticos nos oceanos?

A primeira constatação é que este problema existe de facto! A indústria de plásticos é a primeira a reconhecer que este é um problema grave e não pode ser menosprezado, pelo que está empenhada em fazer parte da solução. Também é reconhecido que a contribuição da Europa para este problema é uma ínfima parte, cerca de 1%. 


Mas na verdade, pouco interessa qual é a dimensão ou qual é a percentagem em peso, é suficiente para ser preocupante. Resíduos abandonados em terra ou no oceano de forma desregrada geram este problema. 


E, portanto, se quisermos solucionar o problema temos de identificar a sua causa. 


E ao contrário do que se possa imaginar, os plásticos que aparecem nos oceanos têm na sua maioria origem em terra, cerca de 80%, onde os maiores contributos provêm de países da Ásia e África, onde não existem sistemas de recolha e gestão de resíduos apropriados, acabando os resíduos por ir parar aos rios, que os transportam para os mares e oceanos. 


Na verdade, o problema, em si, não é o facto de serem plásticos mas o facto de terem sido abandonados, ou seja, estamos perante um problema comportamental e de ausência de infraestruturas para um tratamento adequado dos resíduos gerados nestas áreas do globo.


FAQ Normalização

O que é uma Norma?

Uma norma é um documento estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido, que fornece regras, linhas diretrizes ou caraterísticas, para atividades ou seus resultados, garantindo um nível de ordem ótimo num dado contexto.

O que é a Normalização?

A Normalização é a atividade destinada a estabelecer, face a problemas reais ou potenciais, disposições para utilização comum e repetida, tendo em vista a obtenção do grau ótimo de ordem, num determinado contexto. Consiste em particular, na elaboração, publicação e promoção do emprego das Normas. (EN 45020)

O que são Organismos de Normalização Setorial (ONS)?

São organismos públicos, privados ou mistos, reconhecidos pelo ONN para exercer atividades de normalização num dado domínio, tendo como funções principais a coordenação dos trabalhos das CT's associadas, esclarecimentos normativos sobre as áreas afetas, a preparação dos planos de normalização e a divulgação de atividades normativas do Setor, entre outras.
Em Portugal é o Instituto Português da Qualidade (IPQ).


O que são Comissões Técnicas de Normalização (CT)?

São órgãos técnicos que visam a elaboração de normas nacionais e a emissão de pareceres normativos, em determinados domínios e, no qual participam, em regime de voluntariado, entidades interessadas nas matérias em causa, traduzindo, tanto quanto possível, uma representação equilibrada dos interesses socioeconómicos abrangidos. As CT são criadas pelo Organismo Nacional de Normalização.


As Normas são obrigatórias?

De uma forma geral as normas são voluntárias. Tornam-se obrigatórias se houver legislação que determine o seu cumprimento.


O que são as Normas Europeias harmonizadas?

As normas harmonizadas encontram-se associadas a diretivas "Nova Abordagem". Estas diretivas definem requisitos de segurança para algumas famílias de produtos, considerados perigosos ou associados a riscos sérios. Para os produtos abrangidos, é obrigatório o cumprimento dos requisitos destas normas.


Onde consultar a lista das normas Europeias harmonizadas?

A lista das normas harmonizadas é publicada no Jornal Oficial da União Europeia, série C, publicado no sítio web EUR-LEX. Pode aceder a este sítio web usando o seguinte caminho: http://eur-lex.europa.eu/oj/direct-access.html?locale=pt%20.


Qual o significado de "Marcação CE"?

A marcação CE (abreviatura de "Comunidade Europeia") indica a conformidade de um produto com os requisitos estabelecidos em diretivas comunitárias habitualmente denominadas "Nova Abordagem". Os equipamentos abrangidos por essas diretivas, para poderem ser comercializados nos países da Comunidade Europeia, deverão ter a marcação CE.


Que produtos devem ter a designação "marcação CE"?

Poderá consultar a Lista das diretivas "Nova Abordagem", bem como o texto de cada uma em:
 http://www1.ipq.pt/pt/assuntoseuropeus/marcacaoce/listadasdirectivas/Pages/ListaDirectivas.aspx


O que é uma Diretiva "Nova Abordagem"?

"Nova Abordagem" é a expressão por que é conhecida a Resolução do Conselho de Ministros, de 7 de Maio de 1985, segundo a qual as diretivas passam a referir os requisitos essenciais de saúde, segurança e bem-estar de pessoas e animais, de proteção do meio ambiente que os produtos devem cumprir e as formas de comprovação da conformidade com esses requisitos. 

Os documentos normativos (EN) definem as caraterísticas técnicas dos produtos. As diretivas elaboradas de acordo com esta resolução são comummente designadas por "Diretivas Nova Abordagem".